Como Otimizar para os Novos Formatos de Resultados do Google na Era da IA Generativa

Felipe Bazon Felipe Bazon

17/06/2026

10 min de leitura

O futuro da visibilidade orgânica não será definido apenas por posições na SERP. Descubra como otimizar sua presença para os cinco novos formatos de resultados que o Google está incorporando às experiências de busca com IA.

O Google apresentou sua maior mudança nos últimos 25 anos: a barra de pesquisa deixou de ser uma interface que responde com uma lista de links e um resumo gerado por IA e passou a ser uma experiência conversacional, profunda e personalizada. E isso muda muita coisa para quem trabalha com SEO e GEO.

Isso não significa que devemos jogar fora tudo que construímos até então (pelo menos não se o trabalho estiver sendo bem feito). Porém, quem quer ser relevante nesta nova era precisa ficar de olho em como trabalhar e o que otimizar para chegar a este objetivo.

Eu escrevi um artigo recente falando sobre como usar o Google nesta nova fase de IA Generativa, sob a perspectiva do usuário. Agora, neste artigo, quero falar com você, profissional de SEO e GEO que deseja saber o que fazer para continuar aparecendo, ser citado e, principalmente, escolhido pela IA.

Antes de falar de GEO: SEO ainda é a base

O Google está aproximando as respostas de IA da web por meio de links, fontes, previews, perspectivas humanas e conteúdos originais. Mas mesmo em meio a tantas mudanças, a base de tudo ainda é o bom e velho SEO.

Se você achava que GEO (Generative Engine Optimisation) se tratava de um jogo completamente novo, você está errado. Afinal, o próprio Google afirma que não há requisitos técnicos adicionais para aparecer em AI Overviews ou AI Mode além de estar indexado, elegível para aparecer no Google Search e para exibição com snippets.

Então, permitir rastreamento, ter boa arquitetura de links internos, oferecer uma boa experiência de página, disponibilizar conteúdo importante em texto, usar imagens e vídeos de alta qualidade e garantir que os dados estruturados estejam de acordo com o conteúdo visível segue sendo fundamental.

Como eu não canso de dizer, o básico é avançado. Em lugar do alarmismo, preze pela eficiência.

O que muda com AI Mode e AI Overviews?

Antes, a disputa era majoritariamente por posição na SERP. Agora, existem outras superfícies: respostas geradas por IA, links que sustentam trechos específicos, links sugeridos para exploração, carrosséis, fontes preferidas, perspectivas de comunidades e possíveis citações sem clique.

De acordo com o Google, esses dois personagens continuam importantes:

  • AI Mode: útil para exploração, raciocínio e comparações mais complexas.
  • AI Overviews: ajudam os usuários a entenderem rapidamente sobre assuntos complexos.

Ambos recursos podem usar query fan-out para gerar múltiplas buscas relacionadas e mostrar um conjunto mais diverso de links úteis do que uma busca clássica.

Como SEO e GEOs podem explorar cada uma das features do novo Google com IA Generativa

As novidades apresentadas pelo Google foram as seguintes:

  1. Novos ângulos sobre o mesmo assunto
  2. Acesso a fontes de notícias e assinaturas com mais facilidade
  3. Destaque a conselhos de quem já passou por aquela situação
  4. Links posicionados exatamente onde os usuários precisam deles
  5. Preview com mais contexto antes de clicar em um site

Vou trazer minhas percepções sobre como profissionais de SEO e GEO podem agir para se beneficiar de cada uma delas.

#1 – Novos ângulos sobre o mesmo assunto

Com o Google passando a sugerir, ao final de várias respostas de IA, próximos caminhos de exploração, com links para artigos únicos, análises profundas e diferentes óticas sobre o tema, temos praticamente um convite ao Information Gain.

Imagem de uma página de resultados do Google com informações sobre os parques municipais de São Paulo e links da Prefeitura para consulta de áreas verdes.

Conteúdos genéricos passam a ter ainda menos força. Se você quer fugir disso, crie materiais que ofereçam dados próprios, estudos de caso, análises comparativas, opiniões especializadas, recortes de nicho, exemplos locais, frameworks autorais e explicações que não sejam apenas reescrita do que já existe.

Para implementar, comece mapeando os principais tópicos principais do seu negócio. Depois, crie camadas de exploração adicionais (guias principais, estudos de caso, análise de tendências, pesquisas próprias, entrevistas com especialistas, artigos de opinião etc.).

O Google explica query fan-out como a geração de consultas relacionadas para buscar informações adicionais sobre subtópicos da pergunta original. Esses possíveis cenários futuros também devem fazer parte da sua estratégia.

Leia também: Information Gain Score: a métrica que realmente importa em SEO

#2 – Acesso a fontes de notícias e assinaturas com mais facilidade

Agora, os links de fontes de notícias assinadas pelos usuários dentro do AI Mode e dos AI Overviews são destacados.

Além disso, o Google publicou uma documentação específica para publishers sobre Preferred Sources, permitindo que esses conteúdos apareçam com selo de preferência em Top Stories, AI Mode e AI Overviews.

Aqui, saímos só dá questão técnica de SEO e entramos em marca, fidelização e audiência própria. Se os usuários podem escolher fontes preferidas, a disputa passa a não ser mais apenas sobre query, mas sim sobre preferência de fonte.

Alguns caminhos possíveis são:

  • Criar campanhas para incentivar os usuários a salvar a marca como fonte preferida;
  • Fortalecer comunidade, recorrência, newsletter e redes sociais;
  • Investir em posicionamento editorial;
  • Criar séries de conteúdo reconhecíveis.

Para sites com paywall ou assinatura, torna-se ainda mais importante configurar conteúdo pago, acesso de bots, marcação de paywall e políticas de preview.

O Google informa que AI Overviews e AI Mode são sujeitos a controles de preview e recomenda garantir que Googlebot e Googlebot-News (quando aplicável) possam acessar páginas que o publishers deseja ver rastreadas e indexadas.

O conceito de Preferred Sources reforça uma coisa que muitos SEOs negligenciam há tempos: marca importa. 

Como o usuário pode escolher as fontes que mais gosta, confiança e autoridade passam a pesar ainda mais na estratégia orgânica.

#3 – Destaque a conselhos de quem já passou por aquela situação

As respostas de IA passarão a incluir previews de perspectivas vindas de discussões públicas online, em redes sociais e fontes de primeira mão, como Reddit e fóruns, por exemplo. Os links ainda podem trazer contexto, como nome do criador ou da comunidade.

Imagem com avaliações, destacando comentários de visitantes sobre a tranquilidade, segurança e ambiente acolhedor do local

É importante ressaltar que no Brasil o Reddit não exerce tanta influência nos resultados do Google devido ao baixo número de usuários que utilizam a plataforma.

Presença multicanal e experiências reais ganham ainda mais força agora. Se o Google está trazendo fóruns, comunidades, redes sociais e fontes de primeira mão para as respostas de IA, então GEO não pode ser limitado ao site.

Isso também tem relação com OSO (Organic Search Optimisation) no que tange ao trabalho de vários canais em conjunto. A presença orgânica também vive em redes sociais, YouTube, newsletters, marketplaces e outros canais.

É importante que a sua marca estimule especialistas internos a publicarem opiniões reais, transforme cases de clientes em conteúdo indexável, monitore comunidades do seu nicho, responda a dúvidas reais com profundidade e incentive UGC autêntico..

A nova busca está valorizando vozes reais e quem não seguir essa tendência pode ficar bem para trás.

#4 – Links posicionados exatamente onde os usuários precisam deles

O Google já vinha trazendo links em suas respostas de IA, mas agora passará a mostrar mais links e, ainda por cima, ao lado dos trechos relevantes. Assim, o usuário saberá qual link deve acessar para continuar sua jornada.

Imagem de uma página de resultados do Google com informações sobre os parques municipais de São Paulo

Pode não parecer tanto, mas esta pode ser a feature mais importante para quem pensa em tráfego.

Links inline significam que o Google está tentando aproximar as respostas de suas fontes, o que significa que conteúdos que sustentam afirmações específicas podem ganhar relevância.

Criar trechos citáveis, estruturar respostas claras, usar exemplos específicos, tornar páginas fáceis de interpretar, criar conteúdos que respondam bem a subtópicos e melhorar a arquitetura semântica da página são movimentos inteligentes aqui.

Algumas boas práticas são:

  • Escrever parágrafos que respondam a perguntas específicas;
  • Incluir dados, fontes, contexto e exemplos;
  • Usar H2, H3 e H4 descritivos;
  • Criar tabelas comparativas (quando fizer sentido);
  • Usar listas objetivas para processos;
  • Garantir que o conteúdo principal esteja em texto, não preso em imagens;
  • Fortalecer links internos para páginas de apoio;
  • Evitar páginas genéricas e rasas.

#5 – Preview com mais contexto antes de clicar em um site

Por fim, no desktop, o Google passa a mostrar um preview quando o usuário passa o mouse sobre links inline nas experiências de IA, mostrando o nome do site ou título da página para ajudar o usuário a entender melhor para onde aquele link leva.

Imagem de uma página de resultados do Google com informações sobre os melhores restaurantes de Osasco.

Aqui entra um ponto que às vezes é subestimado: a apresentação do resultado. Se haverá um preview, informações como título da página, nome da marca, clareza editorial, favicon, autoridade percebida e promessa de valor ficam ainda mais importantes.

Revise seus title tags, evite títulos genéricos, mantenha um favicon profissional e alinhado à sua marca, use URLs limpas, atualize conteúdos antigos, deixe a autoria das páginas visível e trabalhe com a reputação da marca fora do site.

Além disso, é claro, o título e o conteúdo devem estar alinhados à intenção de busca do usuário. Se não houver essa relação, a taxa de rejeição pode aumentar, um fator “antigo” de despriorização que segue sendo muito válido nos dias de hoje.

Novo Google com IA Generativa: uma oportunidade de otimizar ainda mais

O Google está deixando claro que o futuro da busca não será decidido por quem publica mais páginas, mas sim por quem entende a intenção do usuário, cria conteúdo que realmente agrega algo, organiza bem suas informações e constrói autoridade real.

O SEO não morreu e nem foi substituído pelo GEO. O que morreu foi a ilusão de que conteúdo genérico, SEO técnico mal feito e marca sem autoridade terão o mesmo espaço do que quem faz direito em uma busca cada vez mais inteligente.

A Hedgehog é a agência de SEO especializada em GEO que compartilha novidades relevantes do mundo do SEO, das novas features do Google com IA Generativa ao que mais puder surgir neste universo. Siga nos acompanhando por aqui e até a próxima!

Sobre o autor

Felipe Bazon

Felipe Bazon

Felipe Bazon é CSO da Hedgehog Digital e um dos profissionais de SEO mais renomados do país com reconhecimento internacional. Em 2015 e 2020 foi eleito profissional do ano de SEO no Brasil. Além da vasta experiência operacional, é também orador regular em eventos como E-show, OME Expo, Des-Madrid, Digitalks, RD Summit e Brighton SEO.

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