A Maior Mudança da Busca do Google em 25 Anos: Gemini Integrado à Busca, Intelligent Search Box e Agentes de IA na Pesquisa.

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O Google está levando o Gemini para dentro da busca e transformando o Search em uma experiência baseada em IA, contexto contínuo e agentes capazes de pesquisar, interpretar e executar tarefas em tempo real. A busca deixa de ser apenas uma lista de links. Busca vira conversa. O Search passa a funcionar como uma camada inteligente de interação entre usuários, marcas e informação. 

A maior mudança da história do Google já começou e ela redefine SEO, GEO e toda a dinâmica de descoberta online.

Não é todo dia que o Google mexe no coração de seu produto mais importante. Sabemos que os updates (e principalmente os core updates) dos algoritmos sempre trazem aquela expectativa do que isso deve mudar na prática, mas agora o jogo mudou grandemente.

Na semana passada, o Google anunciou uma nova era para a busca com IA, em suas próprias palavras. Quando a própria empresa diz que está fazendo a maior atualização da busca em mais de 25 anos, estamos falando de uma mudança de paradigma.

Essa confirmação chancela o que a Hedgehog e eu defendemos desde o fim de 2024: GEO não substitui SEO, mas é a expansão natural do SEO para um ambiente em que a busca deixa de ser uma lista de links e passa a ser uma interface multimodal (e, cada vez mais, um agente).

Muito além de uma mudança estética, o que foi apresentado pelo Google irá redefinir a experiência dos usuários. E é claro que para nós, SEOs, isso também traz mudanças importantes, sobre as quais trarei o meu ponto de vista aqui.

O que o Google anunciou de tão grande?

De maneira sucinta e rápida, o seguinte:

A busca ganhou uma caixa inteligente com IA

Ao invés de ser apenas um campo para digitar palavras-chave, ela passa a funcionar como uma interface de intenção em que o usuário pode fazer perguntas complexas, contextualizadas e informacionais, usando o modelo Gemini 3.5 Flash.

Além disso, o Google usa IA para entender o que o usuário realmente quer e, assim, entregar a resposta mais assertiva possível.

Em suma, o Google transformou o campo de busca em um ChatGPT. 

Como assim?

Com o campo de busca inteligente (Intelligent Search Box) é possível conversar com a busca, tal qual, pode ser feito no ChatGPT.

O Google não só realizou a maior mudança em seu principal produto nos 25 anos, como realizou uma das manobras mais impactantes no mundo dos negócios.

Deixo-me explicar: quem deixou o Google por causa da experiência disruptiva do ChatGPT e de outras LLMs vai voltar ao perceber que agora essa mesma experiência também ocorre no bom e velho Google em que sempre confiaram.

Só que tem um detalhe, com um LLM muito mais robusto e anos de histórico dos usuários, quem você acha que vai ganhar a batalha da experiência. 

Mas no frigir dos ovos quem vai definir esse jogo é o usuário. É muito cedo para tirar conclusões. Agora é hora de monitorar, entender e endereçar esse novo comportamento que deve ficar mais evidente conforme os usuários descubram essa nova funcionalidade.

Falo um pouco mais sobre abaixo .. leia até o final.

O Modo IA já ultrapassou 1 bilhão de usuários mensais

Isso mostra que a busca com IA já está muito além de uma “experiência de laboratório” e ganhou escala massiva.

Para marcas e profissionais de SEO, fica claro que otimizar apenas para a SERP tradicional já é insuficiente, pois precisamos pensar sobre como aparecer nas respostas, resumos e jornadas conduzidas por IA.

E tem gente que ainda acha que o Google vai deixar de existir porque todo mundo migrou pro ChatGPT.

A caixa aceita prompts mais longos, texto, imagem, arquivos, vídeos e abas do Chrome

A busca está se tornando multimodal. As consultas não se limitam mais a frases curtas, já que o usuário pode enviar imagens, arquivos, vídeos e até mesmo o contexto de outras abas já abertas no Chrome.

O usuário pode continuar a conversa a partir de AI Overviews

Antes, a resposta se dava em uma lista de links ou em um resumo que representava o fim da jornada ou continuava com novos cliques. Agora, o ponto inicial pode vir de uma visão geral gerada por IA que será aprofundada no Modo IA, com todo o contexto. 

O que antes era um evento isolado agora passa a ser uma jornada contínua de descoberta e interação.

O Google está introduzindo agentes que monitoram informações e executam tarefas

Com os agentes, a busca começa a trabalhar em segundo plano para o usuário. Assim, ao invés de apenas responder a perguntas, o Google pode acompanhar preços, disponibilidade, dados financeiros, esportes e outros sinais em tempo real.

Atualizações são enviadas diretamente para o usuário, trazendo o contexto outrora mais distante de Agentic Web e de Agentic AI Protocols para a rotina do dia a dia.

A busca começa a caminhar de “responder” para “agir”

Este é, talvez, o ponto mais estratégico. A busca tradicional ajudava o usuário a encontrar informação, enquanto a nova busca com IA começa a ajudar o usuário a tomar decisões e executar ações, de comparações e monitoramentos a compras e reservas.

Leia também: Guia definitivo para destruir seu SEO com IA (e chamar isso de GEO)

Da keyword à intenção: o que muda no comportamento de busca?

A unidade de otimização deixa de ser apenas a palavra-chave e passa a ser o contexto.

Antes, o usuário digitava “melhor tênis corrida 10km” e recebia uma lista de links ranqueada de acordo com o SEO, algo que já estávamos bem acostumados.

Agora, ele pode perguntar “Estou treinando para minha primeira prova de 10km. Tenho pisada neutra, corro 3 vezes por semana e quero um tênis de até R$ 700. O que devo considerar?” e ter uma resposta extremamente completa, com:

  • Critérios de avaliação;
  • Comparação de opções;
  • Links;
  • Imagens;
  • Reviews;
  • Dados de Google Shopping.

Entre vários outros pontos que permitirão a continuidade da conversa.

Então, o que antes era um ponto final passa a ser um ponto de partida. É claro que a pesquisa de palavras-chave continua sendo super importante, mas o jogo agora é entender intenções compostas, subtópicos, entidades, perguntas derivadas e possíveis caminhos de conversa.

Na documentação oficial do Google sobre recursos de IA e seu site, o Google explica que o AI Mode e AI Overviews podem usar query fan-out para disparar múltiplas buscas relacionadas e, com isso, construir respostas mais completas para aquela intenção.

A busca vira conversa (ouvi isso de uma colega de trabalho, a Júlia do SEO).

O que isso quer dizer para as marcas?

Nunca foi tão importante pensar em personas, jornada e intenção. Essa composição forma as conversas que os consumidores terão com o Google e as LLMS. 

Para serem citadas e mencionadas as marcas precisam fazer parte da construção dessa conversa e é aqui que entram as técnicas de Entity Optimization, Topical Authority e Information Gain que compõem a Tríade do SEO Moderno.

GEO é a expansão do SEO, não seu substituto

O SEO sempre foi sobre ajudar mecanismos de busca a encontrar, entender, confiar e apresentar conteúdo. O Generative Engine Optimization leva essa lógica para os motores generativos: a marca precisa ser entendida, contextualizada e incorporada em respostas.

O Google afirma que SEO segue relevante porque os recursos generativos da busca são baseados nos sistemas centrais de ranking e qualidade, usando query fan-out e RAG para recuperar páginas atualizadas do índice.

Ah, e não é necessário criar arquivos especiais de IA, markup mágico ou buscar menções que não sejam autênticas para aparecer em recursos generativos. Um bom trabalho de SEO deve refletir diretamente no GEO.

Não há GEO sem SEO: conteúdo útil de verdade, estrutura técnica clara, indexação, dados consistentes, autoridade, experiência e presença em fontes confiáveis. Nada de muito diferente do que as melhores recomendações “do passado” diziam.

Minha opinião: o Google quer trazer de volta a experiência que escapou para os chats

Esta é a leitura que eu faço. O Google deve ter percebido que muita gente não saiu da busca porque deixou de precisar de informação, mas sim porque encontrou em ferramentas como o ChatGPT uma experiência mais natural: perguntar do seu jeito, aprofundar, comparar, pedir exemplos e continuar o raciocínio.

Com conversa contínua, preservação de contexto, inputs multimodais, agentes, respostas com links e ações ligadas a compras, reservas, acompanhamento de temas e até ligações (por enquanto só nos Estados Unidos), a experiência fica muito mais agradável.

Ao invés de proteger o seu território, o Google está redesenhando o território para que esteja de acordo com o comportamento atual dos usuários.

Isso traz algumas reflexões para nossas marcas:

  1. A marca deve ser entendida como entidade. Dados consistentes, páginas institucionais claras, autoria, páginas de produto, sobre, cases, reviews, perfis externos e presença em fontes reconhecidas são mais importantes do que nunca.
  2. Conteúdo precisa responder melhor, não só ranquear melhor. Falei sobre Information Gain Score por aqui em 2024 e hoje vemos claramente como conteúdos genéricos perdem força. Eles devem ser únicos, úteis, confiáveis e com pontos de vista próprios, não “apenas mais um conteúdo”.
  3. Estrutura técnica continua sendo o alicerce. Indexação, rastreabilidade, performance, dados estruturados coerentes com o conteúdo visível, imagens e vídeos de qualidade seguem importantes.
  4. E-commerce precisa pensar em feed, Merchant Center e agentes. Com a nova lógica do Carrinho Universal, produto não é só página: é preço, disponibilidade, compatibilidade, oferta, reputação e checkout, tudo junto e integrado.
  5. Métrica precisa evoluir. O tráfego orgânico ainda importa, mas não conta a história inteira.

Confira também: O que é ANS (Agent Name Service) e por que ele importa na web dos agentes de IA

A nova era do SEO: foco no usuário é a chave

Mesmo com as IAs Generativas ganhando cada vez mais destaque, o Google continuava sendo uma interface funcional. 

Ele poderia continuar assim, se valendo de todo o histórico e “brand recall” por parte dos usuários. Mas para seguir relevante, preferiu seguir outro caminho.

Agora, mais do que nunca, o SEO mudou. Vemos a concretização de um movimento que já vinha acontecendo, mas que agora ganhou uma roupagem totalmente nova e que leva os usuários a um novo patamar de interação, trocas e resultados.

Se a sua marca ainda trata o SEO como um checklist de palavras-chave, talvez este seja o momento de rever a rota. 

O futuro das buscas é conversacional, multimodal e agêntico e quem quiser fazer parte dessa conversa precisa começar agora.

A Hedgehog é a agência de SEO especializada em GEO que te mantém atualizado sobre as últimas novidades no mundo do SEO, mostrando o que realmente importa para quem trabalha em uma área tão dinâmica, mas também tão satisfatória.

Seja bem-vindo à era de educar motores de busca e motores generativos, não de tentar enganá-los. Já estamos de olho no que os próximos 25 anos nos reservam de novidades.

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Sobre o Autor...

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Felipe Bazon

Felipe Bazon é CSO da Hedgehog Digital e um dos profissionais de SEO mais renomados do país com reconhecimento internacional. Em 2015 e 2020 foi eleito profissional do ano de SEO no Brasil. Além da vasta experiência operacional, é também orador regular em eventos como E-show, OME Expo, Des-Madrid, Digitalks, RD Summit e Brighton SEO.

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