Como usar o novo Google com IA Generativa: 5 formas de pesquisar melhor

Felipe Bazon Felipe Bazon

11/06/2026

9 min de leitura

Nova barra de pesquisa do Google permite explorar links, fontes, perspectivas humanas e respostas com IA com muito mais inteligência e personalização. Entenda como AI Overviews e AI Mode estão transformando a busca e aprenda a encontrar respostas mais completas, relevantes e contextualizadas.

Toda atualização do Google traz suas novidades, algumas mais visíveis e outras menos. Agora, a empresa foi bem longe e mudou completamente a experiência trazida por sua barra de pesquisa.

Antes, nós digitávamos uma palavra-chave, navegávamos na SERP, escolhíamos um link e torcíamos para encontrar a resposta do que estávamos buscando. 

Agora, com AI Overviews e AI Mode, o Google se comporta muito mais como copiloto de pesquisa do que como lista de resultados.

O Google apresentou 5 novas formas de explorar a internet com a IA Generativa nas buscas e eu quero trazer aqui as principais novidades para que você tenha o melhor uso possível nesta nova fase.

Antes de tudo: o que são AI Overviews e AI Mode?

Esses dois termos serão usados ao longo do conteúdo e, por isso, vale uma explicação breve sobre cada um.

  • AI Overviews: resumos concisos e informativos gerados por IA para sintetizar uma resposta melhor para o usuário.
  • AI Mode: modo avançado com interface que vai além do AI Overview e se assemelha mais ao que vemos no ChatGPT, Gemini, Claude e por aí vai. A pesquisa se torna uma verdadeira assistente digital.

O Google já afirmava que era possível acessar o AI Mode pela URL google.com.ai ou pelo app do Google (escolhendo a opção “AI Mode” na página inicial).

Agora, também dá para fazer isso de duas outras formas. A primeira delas é pela própria barra de pesquisas, clicando em “Modo IA” depois de fazer a busca.

Clique em “Modo IA” depois de fazer sua busca.

A segunda forma é clicando em “Mostrar mais” depois da busca, o que também abrirá a interface de IA.

Clique em “Mostrar mais” para ser direcionado ao Modo IA.

O que mudou no jeito de pesquisar?

Antes, a busca era muito mais direta ao ponto, como “melhor tênis corrida iniciante”, por exemplo. Agora, o Google mudou a busca com IA de acordo com a natural mudança de comportamento causada pela popularização das IAs generativas, onde trazemos muito mais contexto ao que estamos perguntando.

A pesquisa anterior poderia ser substituída, por exemplo, por “Estou começando a correr 3 vezes por semana. Tenho pisada neutra, sinto dor no joelho às vezes e quero um tênis de até R$ 600. Quais critérios devo considerar antes de comprar?”.

A IA permite consultas mais longas, conversacionais e contextuais, com uma lógica muito próxima ao que chamamos de Search Experience Optimisation (SXO): jornadas úteis, fluidas e intuitivas.

Dados do próprio Google mostram, inclusive, que as pessoas já estavam fazendo perguntas quase 3 vezes mais longas com o AI Mode do que faziam nas buscas tradicionais, o que mostra uma clara mudança de comportamento.

As 5 novas formas de explorar a web com IA no Google

O Google anunciou essas formas e trago-as aqui adicionando minhas considerações sobre cada uma delas.

#1 – Explore novos ângulos sobre o mesmo assunto

Ao final de várias respostas de IA, o usuário começará a ver sugestões de próximos caminhos para explorar um tema, com links levando a artigos únicos, análises profundas ou diferentes perspectivas sobre o assunto.

A ideia não é terminar a pesquisa na primeira resposta, mas sim fazer com que ela seja um ponto de partida para continuar explorando aquele tópico.

Ao pesquisar sobre cidades que estão lidando com ondas de calor, por exemplo, o Google pode responder com um resumo e, depois disso, sugerir caminhos como:

  • Análises sobre arquitetura urbana;
  • Impacto de rios e corredores verdes no clima urbano;
  • Estudos de caso de cidades que criaram mais áreas verdes;
  • Exemplos de parques lineares.

Ao invés de a primeira resposta ser a linha de chegada, ela se torna a porta de entrada de uma interação muito mais completa e fluida.

#2 – Acesse suas fontes de notícias e assinaturas com mais facilidade

Links de fontes de notícias que o usuário já assina dentro do AI Mode e dos AI Overviews estão sendo destacados para facilitar o acesso a conteúdos que o usuário já valoriza.

De acordo com o Google, nos testes iniciais, pessoas ficaram significativamente mais propensas a clicar em links marcados como assinaturas.

Também existe uma evolução relacionada a “Preferred Sources”, recurso que permite ao usuário escolher fontes favoritas para aparecerem com mais destaque em AI Mode, AI Overviews e Top Stories.

Sobre isso, o Google informou que qualquer site que publique conteúdo fresco pode ser elegível e que usuários já haviam selecionado mais de 345 mil fontes únicas.

O recurso é tão interessante para quem já paga por algum jornal, revista, portal ou publicação especializada quanto por quem tem seus veículos preferidos e gosta mais de se informar neles.

Você pode gerenciar suas fontes preferidas nas configurações de personalização da busca. Para mais detalhes, acesse este artigo do Google.

Personalizar fontes ajuda, mas não substitui o pensamento crítico. Por isso, vale considerar suas fontes preferidas, mas também analisar outras fontes para consolidar as informações da melhor forma.

#3 – Receba conselhos de quem já passou por aquela situação

As opiniões de outras pessoas são muito bem-vindas em várias pesquisas que fazemos e o Google entendeu isso. A partir de agora, as respostas passarão a trazer previews de discussões públicas online, redes sociais e outras fontes de primeira mão.

Às vezes, o que realmente queremos é ler a opinião de outras pessoas. Com essa mudança, os links podem trazer contexto adicional, como o nome do criador ou da comunidade, ajudando o usuário a decidir se quer entrar naquela discussão ou não.

Vale o cuidado de que relatos pessoais são úteis, mas não são universais. Experiências individuais podem ser reais e, ainda assim, não valer para todos, especialmente quando entramos em temas sensíveis, como saúde, dinheiro, segurança e temas legais.

#4 – Veja links exatamente onde você precisa deles

Ter respostas de IA ajuda. Quando as respostas são acompanhadas de links, é melhor. Mas quando os links aparecem diretamente dentro das respostas, ao lado do trecho relevante, a experiência torna-se muito mais prática e assertiva.

Antes, muitos links ficavam concentrados no fim da resposta. Agora, a ideia é aproximar o link do trecho que ele sustenta, ajudando o usuário a entender de onde veio aquela informação, qual link aprofunda aquele ponto e qual fonte consultar para confirmar detalhes.

No novo Google, o clique certo importa mais do que o primeiro clique, o que torna a jornada muito mais satisfatória e enriquecedora.

#5 – Veja mais contexto antes de clicar em um site

A última novidade apresentada é que, no desktop, passar o mouse sobre links inline nas experiências de IA revelará um preview, com informações como o nome do site ou o título da página, por exemplo.

A justificativa para isso é que as pessoas podem hesitar em clicar quando não sabem exatamente para onde o link leva. O preview traz um toque a mais de credibilidade e segurança para quem deseja mais informações sobre o que foi apresentado.

Como fazer perguntas melhores no novo Google?

Resumindo tudo isso em uma lista direta ao ponto, siga as seguintes orientações:

  • Pare de buscar só por palavras soltas. Quanto mais completa for a sua query, melhor será a resposta.
  • Use contexto. Adicione seu objetivo, restrições, nível de conhecimento, preferências, prazo e tudo mais que puder agregar.
  • Faça perguntas de acompanhamento. O AI Mode permite perguntas de acompanhamento dentro do mesmo assunto, muito baseado no funcionamento do query fan-out, sobre o qual já falei por aqui.
  • Peça comparações. Vantagens e desvantagens, prós e contras, erros comuns e fontes confiáveis são alguns dos pontos que você pode pedir para o novo Google trazer na resposta.
  • Peça perspectivas diferentes. Vale perguntar os argumentos de especialistas, consumidores e empresas sobre o tema, mesmo que sejam divergentes entre si. Isso ajuda a abrir sua mente sobre aquele tópico.

Quem sabe como usar o novo Google extrai o máximo potencial da ferramenta

Fugindo um pouco do tecniquês, a abordagem do Google para a busca ajuda a tangibilizar o que a empresa deseja. Na página, eles dizem acreditar que a busca deve:

  • Fornecer as informações mais relevantes e confiáveis disponíveis;
  • Maximizar o acesso à informação;
  • Apresentar as informações da maneira mais útil possível;
  • Proteger sua privacidade;
  • Não oferecer vantagens especiais;
  • Ajudar os criadores a terem sucesso online.

A transformação da busca impulsionada pela IA Generativa está apenas começando. AI Overviews, AI Mode, busca conversacional, agentes e novas formas de descoberta de informação devem continuar evoluindo nos próximos meses, tornando cada vez mais importante entender como essas mudanças impactam usuários, marcas e profissionais de marketing.

Tenho acompanhado de perto essa evolução por meio das análises publicadas aqui no blog da Hedgehog Digital e também em minhas colunas no iMasters e no AI Brasil, onde compartilho pesquisas, tendências e reflexões sobre o futuro da busca, SEO, GEO e AI Visibility.

Se você quer acompanhar as principais mudanças na busca e entender o que elas significam na prática para SEO, GEO (Generative Engine Optimization) e visibilidade digital, assine nossa newsletter. Assim, você recebe análises aprofundadas, estudos e novidades que ajudam a transformar tendências em oportunidades de negócio.

Aqui na Hedgehog Digital, acreditamos que entender a evolução da busca é o primeiro passo para construir marcas que sejam encontradas, lembradas e recomendadas, seja no Google, no ChatGPT, no Gemini ou em qualquer outro ambiente onde as decisões de compra começam.

Sobre o autor

Felipe Bazon

Felipe Bazon

Felipe Bazon é CSO da Hedgehog Digital e um dos profissionais de SEO mais renomados do país com reconhecimento internacional. Em 2015 e 2020 foi eleito profissional do ano de SEO no Brasil. Além da vasta experiência operacional, é também orador regular em eventos como E-show, OME Expo, Des-Madrid, Digitalks, RD Summit e Brighton SEO.

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