Tabela de conteúdo
- 1. O que é o Google AI Mode?
- 2. O que o estudo do Google revela sobre o novo comportamento de busca
- 3. O Brasil já mostrava essa transformação antes do AI Mode
- 4. Será que o AI Mode pode trazer os usuários de volta ao Google?
- 5. Google AI Mode consolida o GEO como expansão natural do SEO
- 6. O futuro da busca será conversacional, contextual e orientado por agentes
Dados do próprio Google mostram que usuários estão pesquisando de forma mais exploratória, multimodal e conversacional. Entenda como isso consolida o GEO como expansão do SEO e redefine a presença digital das marcas.
O Google AI Mode é muito além de uma atualização. Ele é um sinal de que a forma como pensamos, perguntamos, pesquisamos e decidimos está mudando.
Se antes buscávamos usar poucas palavras-chave em nossas pesquisas no Google, com a introdução da IA nas buscas, as perguntas estão se tornando muito mais completas e contextualizadas, com restruções, preferências e objetivos.
Com o Google AI Mode, a forma como as pessoas perguntam está mudando (e quando a pergunta muda, todo o jogo do SEO muda junto).
O que é o Google AI Mode?
O Google AI Mode é a experiência mais avançada de busca com inteligência artificial do Google. Integrado ao Search e baseado nos modelos Gemini, ele responde perguntas complexas, mantém o contexto da conversa e combina diferentes formatos de busca. Saiba mais sobre o Google AI Mode em nosso blog.
O que o estudo do Google revela sobre o novo comportamento de busca
O estudo “How people are using AI Mode in the U.S.”, do próprio Google, trouxe uma série de achados sobre o novo comportamento de busca. Veja só:
Perguntas estão mais longas, complexas e contextuais
Antes, o usuário precisava adaptar seu pensamento ao mecanismo de busca. Agora, ele espera que o mecanismo entenda sua intenção completa.
Por exemplo, antes, ele pesquisava por “melhor notebook”. Hoje, a busca pode ser “qual notebook é ideal para edição de vídeo, custa até R$ 8 mil, tem boa autonomia e serve para trabalhar viajando?”.
De acordo com o estudo, a query média no AI Mode é 3 vezes maior que na busca tradicional, o que mostra que o usuário está pesquisando de uma forma muito mais “humana” do que antes.

Exemplo de resposta gerada pelo Google AI Mode para uma pesquisa sobre notebook, considerando múltiplos critérios do usuário, como orçamento, desempenho, autonomia de bateria e finalidade de uso.
A busca deixa de ser linear e passa a ser exploratória
O Google AI Mode permite follow-ups, refinamentos e conversas contínuas. A busca deixa de ser “pergunta → resposta → clique” e vira “pergunta → resposta → nova pergunta → comparação → validação → decisão”. É o fim do funil de marketing.


Exemplo de busca exploratória no Google AI Mode: após uma primeira resposta, a ferramenta sugere refinamentos e novas perguntas para entender melhor a intenção do usuário e conduzir a tomada de decisão.
Isso se conecta com o contexto de “Messy Middle”. O consumidor alterna entre explorar e avaliar, criando loops de decisão, com a diferença de que, agora, esses loops acontecem dentro da própria experiência de busca.
Os follow-ups no AI Mode cresceram mais de 40% em média por mês nos EUA, mostrando claramente como isso está se tornando um hábito entre os usuários.
O comportamento de busca virou multimodal
O usuário já não busca mais só por texto. Ele pesquisa com voz, imagem, vídeo, câmera, localização e contexto em tempo real.

Exemplo de busca multimodal no Google AI Mode: o usuário envia uma imagem, faz uma pergunta e a IA interpreta o contexto para gerar uma resposta.
Conectando com o conceito de Search Everywhere Optimisation, se o usuário pesquisa em múltiplos formatos e superfícies, a marca precisa existir de forma consistente em múltiplos ambientes.
Mais de 1 a cada 6 buscas no AI Mode são multimodais e buscas com imagem cresceram mais de 40% mês a mês nos EUA.
A nova busca, então, não cabe mais em uma caixa de texto. Ela acontece na câmera, na voz, no mapa, no vídeo, no produto, no review e na conversa.
O Brasil já mostrava essa transformação antes do AI Mode
Nossa pesquisa “State of Search Brasil 6” já antecipava este movimento. O brasileiro segue usando o Google, mas também usa ChatGPT, Gemini, Perplexity, Copilot e outras IAs conforme o tipo de dúvida, o contexto e o nível de confiança.
De acordo com a pesquisa, mais de 80% dos brasileiros já usaram ferramentas de IA, mas ainda buscam validação nos buscadores tradicionais.
Este comportamento, então, não foi todo criado pelo AI Mode. Ele acelerou algo que já vínhamos mostrando: as pessoas não buscam em um único lugar, mas sim constroem confiança em múltiplas plataformas..
Outro movimento interessante é que o brasileiro usa IA, mas ainda valida respostas. 93% dos brasileiros ainda não confiam totalmente nas respostas das IAs, enquanto 80% checam informações, principalmente em outros buscadores.
A busca também virou conversa. Saímos da era das keywords para a era das entidades, já que os usuários deixaram de apenas buscar e passaram a conversar com os mecanismos.
Quando a busca vira conversa, o conteúdo precisa ser compreendido como conhecimento estruturado, não só como um texto otimizado.
Será que o AI Mode pode trazer os usuários de volta ao Google?
Os usuários não abandonaram o Google. O que aconteceu é que eles procuraram uma experiência que o Google ainda não oferecia.
ChatGPT, Gemini, Perplexity e outras ferramentas educaram o usuário a esperar respostas mais diretas, conversacionais e contextualizadas. Agora o Google passa a oferecer essa experiência dentro do Search.
O AI Mode agrega uma série de funcionalidades, recursos e modos:
- Contexto contínuo;
- Follow-ups;
- Multimodalidade;
- Links para a web;
- Dados em tempo real;
- Mapas;
- Shopping;
- Agentes;
- Integração com o ecossistema Google.
O futuro da busca não será uma troca do Google pelos LLMs, mas sim uma reorganização da jornada de descoberta.
Mesmo com outras opções de iA Generativa, o Google tem várias vantagens, como índices da web, Knowledge Graph, Google Maps, Google Shopping, YouTube, Android, Gmail, histórico de uso, intenção comercial, dados locais e links para fontes externas.
O Google diz que o AI Mode combina o Gemini com seus sistemas de informação, incluindo Knowledge Graph, dados reais e dados de shopping para bilhões de produtos, o que é um recurso extremamente valioso.
O ChatGPT ensinou o usuário a conversar com a informação (e o usuário gostou disso). Agora, o Google quer trazer a conversa para dentro do maior ecossistema de descoberta, comércio e validação do planeta.
Google AI Mode consolida o GEO como expansão natural do SEO
O comportamento do usuário mudou e, com isso, o SEO abre ainda mais espaço para o GEO (Generative Engine Optimisation). Algumas das percepções sobre esta mudança são as seguintes:
SEO continua existindo, mas seu escopo mudou
O SEO não acabou, como muitos adoram falar. O que acabou foi a ideia de que SEO é apenas ranking em uma SERP tradicional.
O SEO moderno precisa considerar Google tradicional, AI Overviews, AI Mode, ChatGPT, Gemini, Perplexity, YouTube, Instagram, marketplaces, mapas, reviews, bases de conhecimentos e comunidades.
Isso conecta com o conceito de OSO (Organic Search Optimisation), uma visão mais ampla que considera todos os lugares onde o público descobre e interage com a marca, incluindo redes sociais, newsletters, podcasts, YouTube e marketplaces, entre outros.
Entity SEO fica ainda mais importante
O AI Mode reforça uma tendência que temos observado há anos: mecanismos de busca deixaram de interpretar apenas “strings” e passaram a interpretar “things”: pessoas, marcas, produtos, lugares, conceitos e relações entre eles. A este conceito dá-se o nome de Entity SEO, que é justamente o SEO para “entidades”.
O AI Mode reforça isso porque precisa entender quem é a fonte, qual sua autoridade, a quais tópicos ela está conectada e se as suas informações são consistentes mesmo em ambientes diferentes.
Topical Authority virou um ativo estratégico
Ser citado por sistemas inteligentes exige profundidade temática. Não basta publicar um artigo isolado sobre um assunto: é preciso construir um ecossistema de conteúdos conectados.
Para isso, é interessante trabalhar com hubs, clusters, páginas pilares, linkagens internas, autores especialistas, consistência editorial e cobertura profunda do tema. Demonstrar conhecimento profundo e construir um ecossistema digital coeso já é boa parte do caminho.
Aprenda a criar uma estratégia de Topical Authority
Information Gain deixa de ser diferencial e vira requisito
A IA consegue resumir o básico muito bem. Portanto, conteúdos genéricos, repetitivos e sem opinião tendem a perder espaço em meio a todos os outros da SERP. É aí que o Information Gain ganha ainda mais força.
O que ganha valor neste contexto são pesquisas próprias, dados exclusivos, cases reais, experiências praticas, análises autorais, opiniões fundamentadas e benchmarks de mercado.
Information Gain Score é uma métrica importante neste quesito, já que ajuda a mensurar a qualidade e a relevância de dados novos em relação àquilo que já é conhecido. É o que faz um conteúdo se destacar e ser melhor considerado pelos motores de IA (e também pelo Google AI Mode).
Também é por isso que criamos o State of Search Brasil. Não estamos apenas comentando tendências globais, mas também produzindo dados brasileiros para interpretar o comportamento local.
O futuro da busca será conversacional, contextual e orientado por agentes
A busca caminha cada vez mais para memória contextual, personalização, agentes inteligentes (para saber mais, leia nosso artigo sobre Agentic AI Protocols), execução de tarefas, pesquisa contínua, menos fricção e decisões assistidas.
O AI Mode já aparece associado a planejamento, rotinas, listas, compras, restaurantes, estudo, criação de imagens e decisões complexas. São casos de uso que vão muito além de um simples buscador e a tendência é que essa polivalência cresça cada vez mais.
O desafio das marcas não será apenas aparecer em uma lista de links, mas sim ser escolhida como fonte confiável para alimentar sistemas inteligentes, como o Google AI Mode.
Se você quer ficar de olho nas últimas notícias e tendências sobre SEO, GEO, Google AI Mode e comportamento dos usuários, continue acompanhando a Hedgehog Digital. E para se destacar nesta nova era, nossa consultoria de GEO pode potencializar ainda mais suas estratégias. Valeu e até a próxima!
Sobre o autor
Felipe Bazon
Felipe Bazon é CSO da Hedgehog Digital e um dos profissionais de SEO mais renomados do país com reconhecimento internacional. Em 2015 e 2020 foi eleito profissional do ano de SEO no Brasil. Além da vasta experiência operacional, é também orador regular em eventos como E-show, OME Expo, Des-Madrid, Digitalks, RD Summit e Brighton SEO.
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Felipe Bazon