Tabela de conteúdo
- 1. O que é o relatório de IA Generativa do Google Search Console?
- 2. O que o relatório de IA Generativa mostra hoje?
- 3. O que o relatório ainda não mostra?
- 4. Por que esse relatório importa para SEO e GEO?
- 5. Como usar o relatório de IA Generativa na prática?
- 6. Como transformar o relatório em uma ferramenta “evergreen”?
O novo painel do Google Search Console separa as impressões de AI Overviews e AI Mode, oferecendo uma visão inicial da presença nas buscas com IA, mas ainda sem revelar consultas, cliques, CTR ou impacto sobre conversões.
TL;DR
- O relatório da IA Generativa do Google Search Console começa a dar aos profissionais de SEO uma visão mais clara sobre quais páginas aparecem em experiências como AI Overviews e AI Mode.
- Por enquanto, ainda é limitado, mostrando principalmente impressões e dimensões como páginas, países, dispositivos e datas, sem revelar consultas, cliques, CTR ou impacto direto sobre o negócio.
- Para SEO e GEO, o valor está menos na métrica isolada e mais no que ela sinaliza: que a visibilidade orgânica já não acontece mais apenas nos links tradicionais da SERP.
- O caminho continua passando pelos fundamentos de SEO (rastreabilidade, conteúdo útil, autoridade, boa estrutura, experiência etc.), mas agora também precisamos pensar em como tornar nossas informações claras, diferenciadas e confiáveis o suficiente para serem recuperadas e usadas por sistemas generativos.
Durante anos, acompanhar SEO no Google Search Console (GSC) era relativamente simples,. Bastava olhar para cliques, CTR, posição média e consultas, o que ajudava a conectar visibilidade com comportamento. Mas as experiências generativas começaram a bagunçar essa lógica.
AI Overviews e AI Mode começaram a ocupar uma parte importante da jornada de busca e o Google até então mostrava a resposta gerada por IA ao usuário, sem trazer ao dono do site uma visão clara de como a marca participava dela.
Isso começou a mudar com o relatório de performance de IA Generativa do Google Search Console, recurso que foi oficialmente anunciado em 3 de junho de 2026 e ampliou significativamente seu acesso em agosto.
O que é o relatório de IA Generativa do Google Search Console?
O relatório é uma visualização dedicada dentro do Google Search Console criada para mostrar como as páginas de um site aparecem em recursos de IA Generativa da Pesquisa Google.
Atualmente, o relatório contempla experiências como AI Overviews e AI Mode. No Google Discover, existe uma visualização específica para recursos generativos daquele ambiente.
Esses dados já faziam parte das métricas agregadas do Search Console. A novidade é que agora existe uma separação que permite analisar especificamente essa camada de visibilidade proporcionada pelos recursos de IA Generativa.
O que o relatório de IA Generativa mostra hoje?
Na versão atual, o Google disponibiliza principalmente informações relacionadas às impressões geradas em experiências de IA, permitindo analisar dimensões como:
- Impressões;
- Páginas;
- Países;
- Dispositivos;
- Datas.
Isso permite identificar quais URLs do site estão aparecendo nas experiências generativas da Pesquisa Google e acompanhar a evolução dessa presença.


Tela do relatório de IA generativa do Google Search Console que permite analisar impressões em AI Overviews e AI Mode por página, país, dispositivo e data.
Uma impressão é registrada quando um link para determinada página é apresentado ao usuário dentro de uma experiência generativa, mas a contabilização acontece de maneira bem particular, especialmente quando vários links da mesma propriedade aparecem na mesma experiência.
Isso significa que não devemos olhar para o número e tratar como se fosse equivalente a uma impressão tradicional de SERP.
O que o relatório ainda não mostra?
Ele ainda não mostra a performance completa dos resultados de IA, já que hoje informa principalmente a exposição das páginas.
Ainda faltam informações importantes para quem trabalha com SEO, Analytics ou GEO, como dados sobre cliques, CTR, posição, consultas ou prompts que geraram a exposição, participação direta da marca dentro da resposta e influência direta sobre conversões.
Na prática, é possível saber que determinada página apareceu em uma experiência generativa, mas não por que ela apareceu, qual pergunta originou aquela exposição ou o que aconteceu depois.
O próprio Google explica que recursos como AI Mode podem usar técnicas de query fan-out, em que o sistema faz várias pesquisas relacionadas para explorar diferentes aspectos de uma pergunta antes de trazer uma resposta.
Imagine que um usuário pergunte qual é a melhor estratégia de SEO para uma empresa B2B SaaS.
- A IA pode pesquisar aspectos relacionados a SEO B2B, geração de demanda, conteúdo, autoridade, SaaS, comparação de estratégias e outros subtópicos.
- Sua página pode entrar em algum momento dessa cadeia.
- Acontece que o relatório, hoje, não mostra essa jornada.
Até o momento, a mensuração é de presença, não de impacto.
Por que esse relatório importa para SEO e GEO?
Porque ele cristaliza algo que nós, profissionais de Search, já percebíamos há algum tempo: visibilidade orgânica não pode mais ser medida apenas pela posição de um link azul na SERP.
AI Overviews e AI Mode estão mudando a forma como o Google encontra, organiza e apresenta informações.
O próprio Google afirma que essas experiências seguem usando os principais sistemas de ranking e qualidade da pesquisa.
Com o espaço que o GEO (Generative Engine Optimization) tem ganho em nosso cotidiano, ao invés de se perguntar só “Como ranquear minha página?”, passamos a adicionar também outra ótica: “Como faço minha informação ser recuperada, compreendida e incluída em uma resposta produzida por IA?”.
Como usar o relatório de IA Generativa na prática?
Neste momento, ele é um grande aliado para construir um baseline de visibilidade generativa. Vale analisar quais páginas possuem maior volume de impressões para depois tentar identificar padrões.
Algumas passos ajudam a chegar a essas definições:
- Entenda quais tipos de conteúdo aparecem mais. Guias aprofundados? Páginas de produtos? Comparativos? Conteúdos comerciais?
- Agrupe as URLs. Organize por tema, intenção, estágio do funil, formato e cluster de conteúdo.
- Confronte a informação em diferentes fontes. Search Console tradicional, Google Analytics, conversões, buscas pela marca, CRM, leads, vendas.
Este novo relatório não muda os fundamentos da otimização, mas sim a forma como medimos. O Google segue reforçando o valor e o funcionamento de práticas conhecidas de SEO, como:
- Permitir rastreamento e indexação;
- Oferecer conteúdo útil e original;
- Criar uma boa experiência de página;
- Estruturar adequadamente o conteúdo;
- Trabalhar imagens e vídeos relevantes;
- Manter as informações acessíveis aos mecanismos de busca.
Outro detalhe importante é que o Google afirma categoricamente que não existe um schema especial para aparecer em AI Overviews ou AI Mode.
Também não há necessidade de usar arquivos como llms.txt para suas experiências generativas. Se quiser saber, falei aqui o que o Google realmente fala sobre llms.txt e GEO.
Schema segue sendo importante, claro. Ele ainda ajuda mecanismos de busca a entender entidades, propriedades e relações existentes dentro de uma página. Só não existe um recurso que diretamente posicione os resultados na IA.
Como transformar o relatório em uma ferramenta “evergreen”?
SEO técnico, arquitetura, conteúdo, autoridade, experiência, entidades, links externos e dados estruturados ainda são parte muito importante do jogo. A diferença é que, na era generativa, existe uma pressão ainda maior para oferecer algo que mereça ser recuperado.
Para isso, precisamos entender se nossas marcas estão conquistando presença nas novas jornadas de descoberta.
A pergunta estratégica segue sendo a mesma: “Estamos sendo encontrados, escolhidos e lembrados nos ambientes onde nosso público procura informação?”.
Hoje, o relatório é uma peça dentro de uma visão maior sobre Search, não uma métrica milagrosa. Mas muita coisa ainda pode mudar nele, dado que o próprio Google sinalizou no anúncio oficial que pretende evoluir os relatórios com novas métricas ao longo do tempo.
Ainda não é a hora de construir uma estratégia editorial baseada exclusivamente no que o painel permite fazer hoje, porque mais dimensões podem aparecer, mais métricas podem surgir e a interface pode mudar. O novo relatório ainda é um primeiro passo.
Leitura complementar: Google amplia acesso ao relatório de IA Generativa do Google Search Console
SEO sempre foi sobre ajudar mecanismos de busca e encontrar, compreender e priorizar informações, mas a era generativa também trouxe a missão de fazer com que nossas informações também sejam boas o suficiente para participar das respostas.
Quando essas novidades chegarem, quem começou a medir antes terá muito mais contexto para decidir para qual caminho acelerar.
Se surgirem novidades, apareço por aqui para comentar sobre em nosso blog. E até lá, se precisar de qualquer apoio, conte com a Hedgehog Digital, uma agência de SEO especializada em GEO e antenada às novidades que acontecem no Brasil e no mundo. Até mais!
Sobre o autor
Felipe Bazon
Felipe Bazon é CSO da Hedgehog Digital e um dos profissionais de SEO mais renomados do país com reconhecimento internacional. Em 2015 e 2020 foi eleito profissional do ano de SEO no Brasil. Além da vasta experiência operacional, é também orador regular em eventos como E-show, OME Expo, Des-Madrid, Digitalks, RD Summit e Brighton SEO.
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Felipe Bazon