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Novo desenho mantém apenas “Do more with AI Mode” e “Create images”. A mudança sugere que o Google ainda procura a dose certa de IA para sua página mais importante.
A nova configuração dá sequência ao teste identificado na semana passada. Neste artigo, analiso o que mudou, os sinais de que o Google ainda está calibrando o espaço dado ao AI Mode e as hipóteses que podem explicar essa nova versão, desde a preferência dos usuários pela busca tradicional até um possível impacto sobre Ads.
TL;DR
- O Google passou de quatro para dois botões em uma nova variação do teste da homepage.
- A configuração observada mantém apenas os atalhos “Do more with AI Mode” e “Create images”.
- O Google não explicou a redução. A preferência pela busca tradicional e um possível impacto sobre Ads são hipóteses, não fatos confirmados.
- A mudança reforça que os usuários continuam ditando o ritmo da adoção do AI Mode e que o SEO está longe de morrer.
Neste artigo, você vai entender:
- Do teste centrado em IA a uma homepage mais contida
- Nem o Google parece saber qual é a dose certa de IA
- O SEO não morreu e o usuário continua decidindo
- Por que isso importa para SEO, GEO e Organic Visibility?
- O que está confirmado e o que ainda é hipótese
Há duas semanas, o Google começou a testar uma homepage bem mais agressiva na promoção de recursos de inteligência artificial. Agora, parece ter recuado alguns passos. Ou, pelo menos, está testando uma versão mais simples da mesma ideia.
Segundo uma observação publicada pelo Search Engine Watch em 24 de agosto de 2026, a homepage passou a exibir apenas dois botões abaixo da caixa de busca: “Do more with AI Mode” e “Create images”.
No desenho anterior, havia quatro opções: “Create images”, “Ask about files”, “Brainstorm” e o clássico “I’m feeling lucky”. A mudança não foi anunciada como lançamento definitivo. Continua sendo um teste de interface, sem informações públicas sobre alcance, duração ou critérios de exibição.
Do teste centrado em IA a uma homepage mais contida
Quando analisei o primeiro teste da homepage com AI Mode, minha leitura foi bastante clara: o Google estava transformando sua principal porta de entrada em uma vitrine para experiências generativas. Essa direção não desapareceu. O que mudou foi a intensidade.
Robby Stein, vice-presidente de Produto do Google, havia explicado que o desenho original era um pequeno teste em desktop. Ressaltou ainda que digitar uma consulta e pressionar Enter continuava sendo a forma usada pela maioria das pessoas.
Ao passar de quatro para dois botões, o Google provavelmente está comparando quais recursos recebem cliques e até onde pode dar destaque à IA sem atrapalhar um hábito consolidado.
Nem o Google parece saber qual é a dose certa de IA
Não interpreto essa mudança como uma desistência do AI Mode. O Google sabe que precisa disputar espaço com ChatGPT, Perplexity e outras experiências conversacionais. O que ainda não parece saber é até onde pode mexer na homepage e em qual velocidade deve conduzir os usuários para a experiência generativa.
Essa dúvida importa porque a tecnologia não decide sozinha o futuro da busca. No final das contas, quem dita as regras são os usuários.
Uma hipótese é que uma parcela relevante das pessoas tenha ignorado os novos atalhos e usado a caixa central como sempre fez. Nem todo usuário quer começar cada pesquisa dentro de uma conversa com IA.
Outra hipótese é comercial. Uma homepage mais orientada ao AI Mode pode alterar o caminho até os formatos tradicionais de publicidade. Se houve impacto relevante sobre cliques ou receita, seria natural buscar uma transição menos agressiva.
Também é possível que as duas coisas tenham acontecido ao mesmo tempo: resistência comportamental e cautela para não comprometer o modelo de negócio. O Google não confirmou nenhuma dessas hipóteses.
O SEO não morreu e o usuário continua decidindo
Eu venho repetindo há algum tempo que o SEO não morreu. Ele expandiu suas fronteiras.
Se o Google pudesse substituir de uma vez a experiência tradicional pelo AI Mode sem enfrentar resistência, provavelmente não estaria reduzindo botões e preservando a caixa de busca como elemento central da homepage.
Isso não significa que os resultados tradicionais permanecerão iguais. Significa que a migração para uma busca mais generativa também dependerá do que as pessoas realmente escolherem usar. E há sinais de que uma parcela importante ainda prefere pesquisar da forma tradicional.
Para compreender a experiência que o Google tenta promover, vale revisar nosso guia sobre Google AI Mode. Para entender como marcas podem ser utilizadas nas respostas generativas, confira o artigo sobre Generative Engine Optimization (GEO).
Por que isso importa para SEO, GEO e Organic Visibility?
O teste reforça que a busca tradicional e as experiências generativas continuarão convivendo enquanto o Google procura equilíbrio entre adoção, hábito e monetização. Por enquanto, a empresa avança com o AI Mode, mas ainda não decidiu ir com tudo. Talvez os usuários estejam impondo esse ritmo. Talvez o impacto sobre Ads também esteja pesando. É possível que seja uma combinação dos dois.
O que está confirmado e o que ainda é hipótese
- Fato confirmado: o Search Engine Watch observou, em 24 de agosto de 2026, uma versão da homepage com dois botões: “Do more with AI Mode” e “Create images”.
- Fato confirmado: o Google classificou a configuração anterior como um pequeno teste em desktop e afirmou que ela não alterava o funcionamento da caixa principal de busca.
- Interpretação: a redução de quatro para dois botões indica que o Google está refinando a dose de IA apresentada na homepage.
- Hipótese: o comportamento do público pode ter mostrado preferência relevante pela busca tradicional.
- Hipótese: a configuração anterior pode ter produzido efeitos indesejados sobre a navegação até o inventário de Google Ads.
- Limitação: o Google não divulgou dados de uso, receita, alcance nem uma justificativa oficial para a nova configuração.
Interpretar movimentos como este exige separar o que já é fato daquilo que ainda é apenas sinal ou hipótese. Na Hedgehog Digital, esse acompanhamento faz parte do nosso trabalho como agência de seo especializada em geo: entender como tecnologia, comportamento e modelo de negócio se cruzam antes de transformar cada teste do Google em uma nova regra para o mercado.
Referências
- Search Engine Watch: Is Google changing its homepage buttons again?, publicado em 24 de agosto de 2026.
- Search Engine Watch: Google confirms new homepage buttons pointing to AI Mode, publicado em 12 de agosto de 2026.
- Robby Stein, vice-presidente de Produto do Google, sobre o teste inicial, publicação citada pelo Search Engine Watch.
Sobre o autor
Felipe Bazon
Felipe Bazon é CSO da Hedgehog Digital e um dos profissionais de SEO mais renomados do país com reconhecimento internacional. Em 2015 e 2020 foi eleito profissional do ano de SEO no Brasil. Além da vasta experiência operacional, é também orador regular em eventos como E-show, OME Expo, Des-Madrid, Digitalks, RD Summit e Brighton SEO.
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Felipe Bazon