Tabela de conteúdo
- 1. TL;DR
- 2. Neste artigo, você vai entender:
- 3. O que o Topics Portfolio apresenta?
- 4. O que são as consultas de grounding?
- 5. O relatório já tinha temas. O que muda agora?
- 6. Como conectar esses dados a entidades, autoridade temática e Information Gain?
- 7. Quais limitações precisam acompanhar a análise?
- 8. Por que isso importa para SEO, GEO e Organic Visibility?
- 9. Fatos, interpretação, inferência e hipótese
- 10. Conclusão
- 11. Referências e créditos
Recurso oferece uma nova perspectiva para avaliar a presença do conteúdo nas respostas generativas e orientar decisões de SEO e GEO.
A Microsoft anunciou, em 13 de outubro de 2026, o Topics Portfolio do Bing Webmaster Tools, recurso em beta integrado ao relatório AI Performance. A novidade organiza consultas de grounding por temas e apresenta oportunidades nas quais outras fontes aparecem, mas o site analisado não. [1]
Minha leitura é que esse contexto pode ajudar a responder uma pergunta importante: em quais assuntos vale aprofundar nossa contribuição para sermos uma fonte mais útil?
A resposta exige conhecimento do negócio, do público e do conteúdo que a empresa já possui. Uma oportunidade indicada pela ferramenta precisa passar por essa avaliação antes de virar pauta.
TL;DR
- O novo recurso acrescenta contexto temático à análise de citações.
- Os dados podem orientar revisões e aprofundamentos de conteúdo.
- Cada oportunidade precisa fazer sentido para o negócio.
- Citações devem ser analisadas junto ao comportamento do público e aos resultados comerciais.
Neste artigo, você vai entender:
- o que aparece no Topics Portfolio;
- como interpretar consultas de grounding;
- como relacionar os dados à autoridade temática;
- quais cuidados adotar na mensuração.
O que o Topics Portfolio apresenta?
A visão geral reúne três indicadores aproximados: Topic Size, total de citações de todos os sites no tema; Sites Cited, quantidade de sites citados; e Queries, número de consultas distintas de grounding. Topic Size não equivale a volume de buscas. [1]

Visão geral do Topics Portfolio. Reprodução: Microsoft Bing. [1]
O acesso ocorre pelo AI Performance, quando há dados suficientes para o site. As janelas disponíveis são de um, dois ou três meses. [1]
Para o planejamento, eu começaria pelos assuntos ligados aos produtos, serviços e dúvidas que realmente influenciam a decisão do cliente. Um tema amplo pode parecer atraente no painel, enquanto um assunto menor pode estar muito mais próximo de uma necessidade comercial relevante.
O que são as consultas de grounding?
As grounding queries são expressões utilizadas pela IA para recuperar conteúdo que fundamenta uma resposta. O AI Performance apresenta uma amostra dessa atividade, abrangendo Microsoft Copilot, respostas generativas do Bing e determinadas integrações de parceiros. [2]
Essas expressões não devem ser interpretadas automaticamente como a pergunta completa digitada pelo usuário.
Imagine alguém pesquisando qual ar-condicionado comprar para um quarto que recebe sol durante a tarde. A investigação pode envolver capacidade de refrigeração, consumo, dimensões do ambiente e condições de instalação.
Uma página pode contribuir com uma dessas informações sem responder sozinha a toda a necessidade.
Esse raciocínio ajuda a organizar o conteúdo: entender o problema, identificar suas partes e produzir informações que sustentem cada decisão. A repetição de palavras-chave, por si só, pouco acrescenta a esse trabalho.
O relatório já tinha temas. O que muda agora?
Em junho, o Bing já havia anunciado recursos de intenções, temas, participação nas citações e comparação no AI Performance. Portanto, a análise temática não começou com este lançamento. [3]
O Topics Portfolio acrescenta contexto sobre a dimensão dos temas e as consultas em que há espaço para participação. [1]

Consultas e oportunidades dentro de um tema. Reprodução: Microsoft Bing. [1]
Ao encontrar uma oportunidade, eu investigaria primeiro se o site já possui uma página capaz de atender àquela necessidade.
Talvez falte uma explicação. Talvez a informação esteja desatualizada, dispersa ou pouco acessível. Também pode ser uma consulta sem relação suficiente com o negócio.
São diagnósticos diferentes, que pedem decisões diferentes.
Como conectar esses dados a entidades, autoridade temática e Information Gain?
Essa análise se conecta à tríade que orienta nossa metodologia: Entity Optimization, Topical Authority e Information Gain.
O trabalho com entidades começa pela clareza sobre quem publica, quais produtos ou serviços oferece e como esses elementos se relacionam com o assunto. Nomes consistentes, autoria identificável e descrições precisas ajudam a reduzir ambiguidades.
A Topical Authority entra na profundidade e na conexão entre os conteúdos. Uma empresa de climatização, por exemplo, precisa compreender como instalação, dimensionamento, manutenção e consumo participam da escolha de um equipamento.
Já o Information Gain aparece na contribuição que essa empresa consegue oferecer: testes próprios, experiências de instalação, dúvidas recorrentes do atendimento ou explicações de especialistas.
O relatório pode ajudar a escolher onde investigar. A qualidade da contribuição depende do que a organização sabe e consegue demonstrar.
No exemplo do ar-condicionado, uma revisão com critérios claros de dimensionamento e situações reais de instalação pode ser mais útil do que publicar outro texto genérico sobre “o melhor aparelho”.
Essa é uma decisão editorial e estratégica. Não há garantia de que a alteração produzirá novas citações.
Quais limitações precisam acompanhar a análise?
A classificação dos temas é gerada por IA e pode conter erros. Consultas de marcas concorrentes podem surgir como oportunidades, e temas sem dados suficientes podem ficar de fora. Os números são direcionais. [1]
Além disso, a contagem de citações do AI Performance não informa, por si só, a posição, o destaque visual ou a importância da página dentro de cada resposta. [2]
Por isso, eu evitaria interpretar uma ausência como prova de invisibilidade ou um crescimento como prova de que uma alteração específica funcionou.
Se a equipe revisar páginas, vale registrar o que mudou e acompanhar o comportamento ao longo do tempo. Demanda, concorrência, atualização das fontes e mudanças na própria plataforma também podem influenciar o resultado.
Por que isso importa para SEO, GEO e Organic Visibility?
O Generative Engine Optimization amplia o trabalho sobre como uma marca e seus conteúdos são acessados, compreendidos, recuperados e referenciados pelos sistemas generativos.
Nesse contexto, a análise temática ajuda a aproximar a mensuração das decisões de conteúdo.
Para SEO, ela pode orientar a revisão de páginas, a arquitetura da informação e os links internos. Para o GEO, acrescenta perguntas sobre quais informações sustentam as respostas e quais fontes participam delas.
As métricas de GEO precisam conectar essas observações a três dimensões:
| Dimensão | Pergunta que orienta a análise |
| Presença | Em quais assuntos e páginas nossa contribuição aparece? |
| Comportamento | Essa exposição acompanha visitas, engajamento ou procura pela marca? |
| Negócio | Há contribuição observável para contatos, vendas ou outras conversões? |
Essas relações nem sempre serão diretas. Uma pessoa pode conhecer a marca em uma resposta e procurá-la depois por outro caminho.
Organic Visibility exige acompanhar essa jornada com diferentes fontes de dados. O painel do Bing contribui para o diagnóstico, mas não representa toda a presença da empresa nas IAs.
Fatos, interpretação, inferência e hipótese
Fatos: as funcionalidades e limitações descritas acima estão documentadas pela Microsoft nas referências.
Interpretação: organizar a análise por assuntos facilita sua conexão com o planejamento editorial.
Inferência: cruzar os dados com o conteúdo existente pode ajudar a priorizar revisões e aprofundamentos.
Hipótese: melhorar a contribuição das páginas pode ampliar sua participação nas respostas. Esse efeito precisa ser observado e testado.
Conclusão
O Topics Portfolio traz uma oportunidade de olhar para o conteúdo a partir dos assuntos em que a empresa pretende ser reconhecida.
Eu usaria essa perspectiva para aproximar conhecimento interno, dúvidas do cliente e prioridades editoriais. Onde temos experiência para acrescentar algo? Qual página precisa de uma revisão? Que informação ainda não conseguimos demonstrar com clareza?
Na nossa consultoria de SEO, essas decisões se conectam ao acesso, à organização e ao desempenho das páginas. A consultoria de GEO amplia a investigação para a recuperação das informações e a representação da marca nas respostas generativas.
Como agência de SEO especializada em GEO, nosso papel é transformar esse diagnóstico em prioridades que façam sentido para o negócio. Um relatório ganha valor quando ajuda a decidir onde investir e o que melhorar.
Referências e créditos
[1] Microsoft Bing. Introducing Topics Portfolio (Beta) in AI Performance. Publicado em 13 de outubro de 2026. Fonte das capturas de tela.
[2] Microsoft Bing. Introducing AI Performance in Bing Webmaster Tools Public Preview. Publicado em 10 de fevereiro de 2026.
[3] Microsoft Bing. New AI Visibility Insights in Bing Webmaster Tools: Intents, Topics, Citation Share, Compare. Publicado em 16 de junho de 2026.
Sobre o autor
Felipe Bazon
Felipe Bazon é CSO da Hedgehog Digital e um dos profissionais de SEO mais renomados do país com reconhecimento internacional. Em 2015 e 2020 foi eleito profissional do ano de SEO no Brasil. Além da vasta experiência operacional, é também orador regular em eventos como E-show, OME Expo, Des-Madrid, Digitalks, RD Summit e Brighton SEO.
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Felipe Bazon