Google avalia opt out de AI Overviews e recursos de IA na Busca

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Imagem com fundo amarelo e um texto dizendo: “Google avalia opt-out de AI Overviews e recursos de IA na Busca”. Ao lado, há uma ilustração de uma lupa e o logo do Google, representando a análise e o debate sobre o uso de conteúdo por IA nos resultados de busca.

Em posicionamento oficial, o Google diz que está explorando novos controles para que sites possam permitir ou bloquear o uso do seu conteúdo em experiências generativas da Busca, como AI Overviews, sem depender de soluções tudo ou nada.

O Google publicou em 28 de janeiro de 2026 um posicionamento sobre “controles para recursos de IA na Busca”, afirmando que está explorando atualizações para que sites possam optar por participar ou não de experiências generativas exibidas na própria Busca, como AI Overviews e recursos relacionados. 

O tema ganhou tração no mesmo período em que a CMA (Competition and Markets Authority), a Autoridade de Concorrência e Mercados britânica, abriu uma consulta pública propondo medidas para aumentar a competição no ecossistema de busca. 

Entre as propostas, está a possibilidade de publishers recusarem o uso do seu conteúdo em recursos de IA sem perder necessariamente sua presença nos resultados tradicionais. A CMA recebe contribuições até 25 de fevereiro de 2026.

A discussão também repercutiu na indústria. O Search Engine Journal reforça um ponto essencial: por enquanto, o Google descreve a iniciativa como “exploração”, sem cronograma e sem especificação técnica do que seria esse controle na prática.

O que o Google disse e o que ainda está em aberto?

No post oficial, o Google lembra que já existem controles baseados em padrões abertos para limitar como o conteúdo aparece na Busca e em alguns recursos de IA. Também cita o Google Extended, criado para controlar o uso de conteúdo no treinamento de modelos (Gemini). 

O ponto central aqui é o reconhecimento de uma demanda que vem crescendo desde a chegada dos resumos generativos: separar “participar da Busca” de “participar dos recursos generativos da Busca”. 

E o Google já antecipa o critério do design: qualquer novo controle precisa ser simples, escalável e não pode comprometer a experiência de busca. 

O que continua sem resposta é o formato. Não está claro se esse controle viria como uma nova diretiva no robots.txt, uma configuração no Search Console, um header HTTP ou outro mecanismo técnico.

Por que esse debate apareceu agora?

Hoje, já é possível limitar trechos e prévias com diretivas como nosnippet, data-nosnippet, max-snippet e, em último caso, noindex.

Na prática, porém, isso costuma virar uma decisão dura demais. Ao tentar limitar o uso por IA, o site acaba reduzindo também sua visibilidade em formatos tradicionais da Busca.

Em paralelo, o Google Extended resolve outra camada do problema, relacionada ao treinamento de modelos e ao uso fora da Busca. Mas ele não responde à pergunta que mais importa para publishers e marcas neste momento:

“Eu quero continuar ranqueando, mas não quero meu conteúdo dentro do AI Overview.”

É exatamente esse “gap” que o Google agora admite estar explorando.

Por que isso importa para SEO e GEO?

Para C-level e times de SEO, isso é menos sobre “feature” e mais sobre distribuição, risco e governança de presença.

1) A decisão deixa de ser só ‘rankear’ e vira ‘autorizar exposição’

Se surgir um opt-out específico para recursos generativos, empresas precisarão decidir onde faz sentido aparecer: na lista tradicional, na resposta gerada por IA, ou nos dois. Isso impacta diretamente a governança de conteúdo, especialmente em verticais com alto custo de produção e forte exigência de compliance.

2) “Tráfego” perde monopólio como KPI e presença vira ativo

AI Overviews e experiências generativas aceleram um cenário em que a marca pode ser descoberta e considerada sem clique. 

O stack de métricas precisa evoluir para visibilidade em IA, share of voice por entidade/tópico, impacto em brand search e conversão assistida — não apenas sessões orgânicas.

3) GEO vira proteção contra o cenário ‘sem snippet’

Hoje, bloquear IA via nosnippet/max-snippet pode significar abrir mão de exibição e contexto que sustentam performance no orgânico “clássico”.

Na prática, quem tende a “ganhar” em ambientes generativos é quem vira fonte: entidades claras, conteúdo citável, estrutura e Information Gain (o que você publica que não é só um remix do topo da SERP).

4) Conteúdo e PR digital convergem para ‘provas públicas’

Modelos generativos amplificam sinais externos: menções, especialistas, validação editorial, consistência de entidade e presença multicanal. Em GEO (Generative Engine Optimization), menções e reputação passam a ter peso operacional tão relevante quanto links.

5) Esse movimento tende a virar padrão regulatório (não só produto)

O gatilho aqui é regulatório: a CMA está discutindo abertamente escolha, transparência e assimetria de poder na Busca.

Mesmo que a implementação técnica demore, o direcionamento é claro: mais pressão por controles e por atribuição mais clara de conteúdo em experiências de IA.

O que fazer agora (sem esperar a “nova tag”)?

  1. Mapeie dependência de canal: onde o negócio depende de tráfego informacional vs. performance transacional.
  2. Audite sua elegibilidade de citação: entidades, autoria, E-E-A-T, estrutura e consistência cross-channel.
  3. Construa Topical Authority com Information Gain: diferenciação real, não volume.
  4. Trate menções como KPI: PR digital e parcerias como motor de confiança para ambientes generativos.
  5. Defina governança: se existir opt-out granular, quem decide? Marketing, jurídico, produto, receita?

A discussão sobre opt out em AI Overviews não é só uma configuração. É sobre controle de distribuição num cenário em que a Busca virou interface de respostas e a primeira impressão pode vir de um modelo, não do seu site.

Isso transforma SEO em infraestrutura de marca e confiança. Optar por aparecer ou não, não tira ninguém do jogo, só muda as regras. Para ganhar visibilidade de forma sustentável, a marca precisa ser “citável”: entidades claras, autoridade temática, Information Gain e validação externa.

Na Hedgehog Digital, operamos SEO e GEO como um sistema para construir essa presença e transformar visibilidade em vantagem competitiva em ambientes generativos. 

Porque agora não basta ranquear. É preciso ser reconhecido, referenciado e lembrado. Você precisa ser a fonte.

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Sobre o Autor...

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Felipe Bazon

Felipe Bazon é CSO da Hedgehog Digital e um dos profissionais de SEO mais renomados do país com reconhecimento internacional. Em 2015 e 2020 foi eleito profissional do ano de SEO no Brasil. Além da vasta experiência operacional, é também orador regular em eventos como E-show, OME Expo, Des-Madrid, Digitalks, RD Summit e Brighton SEO.

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